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Osteoporose no climatério: quando rastrear e como prevenir

Entenda a relação entre climatério e osteoporose, quando fazer densitometria óssea e medidas importantes de prevenção.

Osteoporose no climatério: quando rastrear e como prevenir

Uma queda simples em casa, um tropeço inesperado ou o susto ao perceber que perdeu altura podem trazer uma preocupação importante: será que os ossos estão mais frágeis? Durante o climatério, fase de transição até a menopausa, essa pergunta merece atenção porque as mudanças hormonais podem influenciar diretamente a saúde óssea.

Por que o climatério pode afetar os ossos?

O estrogênio, hormônio que diminui progressivamente nesse período, ajuda a frear a atividade dos osteoclastos. Os osteoclastos são células responsáveis por reabsorver o osso, processo natural de renovação do tecido ósseo.

Quando os níveis de estrogênio caem na menopausa, os osteoclastos podem agir com mais intensidade. Por isso, a reabsorção óssea pode superar a formação de osso novo, iniciando o declínio da densidade mineral óssea, isto é, da quantidade de minerais presente nos ossos.

A deficiência de estrogênio é responsável por cerca de 75% da perda óssea que ocorre em mulheres na pós-menopausa. Além disso, até 20% dessa perda pode acontecer já durante o climatério, intensificando-se posteriormente.

Osteoporose e osteopenia: qual é a diferença?

A osteoporose é uma condição em que os ossos se tornam mais frágeis e, consequentemente, mais suscetíveis a fraturas. Já a osteopenia indica uma redução da densidade mineral óssea que ainda não atinge o critério densitométrico de osteoporose.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, utiliza o T-score para essa classificação em mulheres na pós-menopausa e homens acima de 50 anos. O T-score é um índice que compara a densidade óssea da pessoa à de um adulto jovem saudável.

Esse índice é obtido por meio da densitometria óssea, também chamada de DEXA. A DEXA é um exame que mede a densidade mineral dos ossos e auxilia na avaliação do risco de fraturas.

ClassificaçãoResultado do T-score
NormalAcima de -1,0
OsteopeniaEntre -1,0 e -2,5
Osteoporose densitométricaIgual ou abaixo de -2,5

Além disso, cada desvio padrão abaixo da média pode aumentar de 1,5 a 3 vezes o risco de fratura, dependendo do sítio ósseo avaliado. Dessa forma, a densitometria deve ser interpretada dentro do contexto clínico individual.

Quando rastrear a osteoporose?

Segundo a International Osteoporosis Foundation, IOF, e sociedades brasileiras como a Sociedade Brasileira de Reumatologia, SBR, em colaboração com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Febrasgo, recomenda-se o rastreamento com DEXA para mulheres a partir dos 65 anos.

No entanto, o exame pode ser indicado antes dessa idade quando existem fatores de risco relevantes. Por isso, a avaliação médica considera não apenas a idade, mas também o histórico de saúde e as características de cada paciente.

Quais fatores de risco merecem atenção?

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de redução da massa óssea e de fraturas. Entre eles, estão idade avançada, maior tempo desde a menopausa e histórico pessoal de fratura por fragilidade.

Fratura por fragilidade é aquela ocorrida após um trauma leve, incompatível com a intensidade do impacto necessária para fraturar um osso saudável. Ou seja, uma fratura após uma queda da própria altura pode merecer investigação médica.

Ainda assim, a presença ou ausência de um fator isolado não define sozinha a necessidade de exames ou condutas. Dessa forma, a consulta permite organizar os riscos e decidir o melhor acompanhamento.

Por que a prevenção é importante?

No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas sejam acometidas por osteoporose, sendo a maioria mulheres acima de 50 anos. Além disso, estudos com mulheres brasileiras pós-menopausa assintomáticas encontraram prevalência de osteoporose no fêmur em torno de 3,8% em ambulatório de menopausa, embora esse dado varie entre estudos e populações.

As fraturas de quadril relacionadas à osteoporose têm aumento estimado para triplicar até 2050. Ao mesmo tempo, essas fraturas estão associadas à perda de autonomia e ao aumento da mortalidade, o que reforça a importância de identificar riscos precocemente.

Como cuidar da saúde óssea no climatério?

A prevenção começa com uma avaliação médica que considere fase do climatério, idade, tempo desde a menopausa, antecedentes pessoais e histórico de fraturas. Além disso, a DEXA pode ser solicitada quando indicada para esclarecer a densidade mineral óssea.

Hábitos de vida e eventuais tratamentos precisam ser definidos de maneira individualizada. Por isso, qualquer decisão sobre medicamentos, suplementos ou outras condutas deve ser feita após avaliação médica, sem automedicação.

Cuidar dos ossos durante o climatério é uma forma de olhar para a saúde atual e para a preservação da autonomia ao longo dos anos.

Perguntas frequentes

O climatério já pode causar perda óssea?

Sim. Até 20% da perda óssea associada à deficiência de estrogênio pode ocorrer durante o climatério e tende a se intensificar na pós-menopausa.

Quem precisa fazer densitometria óssea antes dos 65 anos?

Mulheres com fatores de risco relevantes podem precisar de avaliação antes dessa idade. Por isso, a indicação deve ser individualizada em consulta médica.

Osteopenia significa que a pessoa terá osteoporose?

Não necessariamente. A osteopenia indica redução da densidade óssea, mas a evolução depende de diferentes fatores e requer acompanhamento médico.

Se você está no climatério, já entrou na menopausa ou apresenta fatores de risco para fragilidade óssea, uma consulta pode ajudar a avaliar a necessidade de rastreamento e medidas preventivas adequadas ao seu contexto.

Fontes citadas

  1. Organização Mundial da Saúde, OMS
  2. International Osteoporosis Foundation, IOF
  3. Sociedade Brasileira de Reumatologia, SBR
  4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Febrasgo

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Não tem finalidade diagnóstica nem promete resultados individuais. Nenhum tratamento, medicamento ou suplemento citado deve ser iniciado, alterado ou interrompido sem acompanhamento e prescrição médica.